sábado, 11 de setembro de 2010

Cores sem cor

Enquanto isso continuo na minha caverna.
Atormentado pelo meus medos.
Que me seguem onde quer que eu vá.
É seguro sair agora?
É seguro sair para um mundo onde todos me são estranhos?
Onde não haverão beijos ou palavras gentis.
Apenas os tons acinzentados com os quais a vida real costuma ser pintada.
Apenas dor e sofrimento longe do meu porto-seguro.
Será que vou conseguir respirar aquele ar gélido e cruel?
Ou sobreviver ao excesso de razão e ao total abandono do coração?
Mesmo consumido por dúvidas.
Sei que um dia não terei mais a minha caverna segura.
e terei que enfrentar os meus medos.
Torcendo para que o cinza não tome conta da minha alma.
E me faça ser apenas mais um estranho num mundo coberto de estranhos acinzentados.

Le Trublion
(Cartas endereçadas a ninguém)

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