Quantos já cairam na armadilha de amá-lo...
Ludibriados pelo seu belo rosto.
Quanto já sorveram o veneno que escorre dos seus lábios...
Encantados pela sua bela voz.
E quantos conheceram a perdição pelas suas mãos...
O anjo caído que não lembra mais de casa.
E que vaga pelo submundo buscando algo que nunca vai achar.
Que se alimenta do amor dos mortais.
E com um simples movimento os reduz a pó.
O caminhante solitário que cansou de vagar.
Condenado ao sofrimento eterno.
Conhecedor da dor e incapaz de amar.
Atormentando pela culpa,Refulgiando-se nos sonhos.
Então ele segue de vítima em vítima.
Buscando o que falta nele.
Mesmo sabendo que nunca vai achar.
Le Trublion
(Cartas endereçadas a ninguém)
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